Wednesday, May 28, 2008
Sunday, May 18, 2008
Coisas que o povo fala
Friday, May 16, 2008
Lixo informativo
Thursday, May 08, 2008
Lembranças
No começo do ano ganhei uma marrafa marrom. Marrafa é aquele pentinho curvo que as típicas avós amarram seus coques. Coque é aquele bolinho de fios de cabelo, parecido com penteado de bailarina.
Minha avó não era bailarina. Nasceu no interior do Rio Grande do Norte. A julgar pelo que os mais velhos contam, uma terra mágica comparada ao esturricado sertão de hoje. O tempo tem disso mesmo, de tornar tudo muito mais bonito.
Sempre achei que pele de vó era diferente, cor de sépia. Que cheiro de vó era de foto guardada em baú. Não lembro do toque do seu cabelo, nem do olhar. Para mim, olho de vó era aquele congelado pelo retratista. Sempre tão severo...
Só lembro mesmo da marrafa marrom. Foi tão bom ganhar uma e colocar no cabelo, do jeito que as bailarinas fazem. Do jeito que minha avó fazia.
Ou foi o tombo do navio, ou foi o balanço do mar...
Aumenta o volume! Essa é muito boa. I want yoooooou, I want you so baaaaaaaaaaaaaaaaad... A entrada já passou. Volta o carro. Olha o buraco! É aqui? Que lindo! Vamo sentar ali. Quer tomar um sol? Caldinho de caranguejo, por favor. Qué que eu faço? Tem razão. Que se lasque. Você também! Nem vem. Ah, vamo! Quando é? Já vou ter viajado... Pôquer sexta, hein? Já é meio dia? Três?!?!? Que azar! Me dá um. Conta mais. Talvez. Eu não. Também acho. Como vai ser? Isso não é problema. Vamo mergulhar? Aqui tá bom, né? Em Brasília ninguém conhece essa palavra. Deve ser com J. Curto muito. Tá escurecendo. Tapioca? Delícia. Tô ardida de sol. Beijos, foi massa. Não esquece o pôquer!
Mar e frase pouca. Que saudade!
